quinta-feira, 31 de julho de 2008

Whistler, dia 2

Com a frustração de não dormir pra correr e pegar de madrugada um ônibus que não poderia sair da cidade, voltei pro hotel e fiquei brincando com o Wii até a hora do café da manhã. Café estranho com gente esquisita, eu não tava legal, mas só iria descobrir isso no meio da sessão sobre o What's Up da Mozilla às 10h. A essa altura todos já comentavam assustados sobre o deslizamento de rochas que cobriu a estrada, perguntando-se se conseguiriam chegar ao aeroporto a tempo.

Após o café, durante a sessão das 10h, percebi que estava bastante sonolento quando caí de cara na mesa. Subi para o quarto pra descansar um pouco. Entenda por "descansar um pouco" cair feito pedra na cama e acordar umas três horas depois com barulho de helicópteros. Aí já era 13h, tinha perdido o almoço, continuava cansado e agora com fome. De qualquer forma resolvi assistir às sessões.

Em relação às sessões, o dia foi produtivo: Static Analisys, Malware Trends (muito boa, uma ampla discussão sobre as brechas de segurança abertas por plugins e possíveis soluções), L10N Build Process (devo adimitir que foi bastante útil pra mim, já que eu era bastante ignorante em relação a esse processo) e Snowl: messaging in the browser, que pra mim foi a sessão mais importante nesse Summit, já que junto com a sessão de Add-ons Management me abriu os olhos pra o que eu realmente gosto em relação às colaborações com o mundo Mozilla.

Após as sessões houve uma reunião para atualizar os participantes sobre o bloqueio da estrada e as medidas tomadas para que ninguém perca seus vôos. Aparentemente, teremos que fazer a volta em toda uma cadeia de montanhas para poder sair da cidade, levando mais ou menos oito horas de viagem para chegar em Vancouver, que fica a apenas 137 km daqui. Dali fui pro Moz Café, onde fiquei ouvindo música me atualizando sobre o mundo lá fora (como assim o Papa disse que sexo pode virar droga?), até que finalmente encontrei Marcio e Antônio, que haviam ido visitar uma cachoeira (linda, vi as fotos). Fiquei me enrolando no lounge e quando subi pra jantar, jantar não havia mais.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Planos alterados

Quem mandou ser curioso sobre o dia de amanhã... Infelizmente não pude ir a Vancouver hoje, e talvez nem amanhã. Aliás, talvez não possa pegar nem mesmo meu vôo na sexta-feira! Adivinha por quê...

Ah, claro, isso sem contar sobre uma visita inesperada ao nosso hotel durante a madrugada.

Whistler, dia 1

cara de paisagem Hoje foi um ótimo dia. Começando com um café reforçado, em seguida assistimos à sessão de boas-vindas com John Lilly e Mitchel Baker. Após o almoço, finalmente as sessões! Assisti a duas hoje: Thunderbird 3 NEW *NEW* TIME! e Add-ons Management. A segunda estava interessantíssima, um bate-papo sobre os problemas atuais com o gerenciamento de complemento e possíveis implementações de soluções.

Após as sessões, Márcio e eu subimos para combinar uma possível ida a Vancouver amanhã de manhã. Após combinarmos o roteiro, descemos para o jantar especial. Antônio e eu fomos a um restaurante italiano chamado Quattro, sem mais nenhum conhecido à vista. Sentamos na mesa com três funcionários da Mozilla do Japão e o assunto surgiu de repente com um deles, muito simpático. Logo dois deles foram embora e chegaram mais dois rapazes, um do Sri-Lanka e outro da Mongólia. Aí sim as conversas non-sense atingiram seu auge, e após (é claro) algumas cervejas descobrimos como xingar a mãe de alguém em vários idiomas.

Ao sair do restaurante descobrimos que o nosso ônibus já havia ido embora. A prestativa recepcionista do restaurante perguntou se gostaríamos que ela chamasse outro ônibus, mas levaria 50 minutos até ele chegar. Decidimos ir à pé, já que o hotel ficava a apenas cinco minutos de caminhada dali. Saímos e logo começou a chover. Apertamos o passo e paramos para ajudar uma guria que pediu informação sobre um rua. Ao perceber que falávamos vários idiomas diferentes, ela perguntou de onde nós éramos. "Nós somos do Brasil, eles Mongólia, Japão e Sri-Lanka." "Ah, obrigado, mas e sou da cidade vizinha, acho que estou menos perdida que vocês." E foi só ela terminar de falar isso que percebemos que estávamos de fato perdidos. Após passear pelo pequeno centro comercial, acabamos encontrando o caminho do hotel. Mas não sem antes tomar um grande banho de chuva.

Chegando no hotel e fomos ao Moz Café, uma sala de entretenimento aberta 24h. O resto dos caras foi dormir, mas eu fiquei jogando Rock Band até umas duas e meia. Divertidíssimo!

E sim, eu adoro superlativos! Vamos ver o que o dia de amanhã nos reserva...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Whistler, dia 0

Paisagem Primeiro dia em Whistler. Chegei às 15h podre, depois de quase 24h dentro de aviões de um lado pro outro, e louco por um banho. Pequenos contratempos com o quarto resolvidos (Antônio e eu chegamos ao hotel e os quartos não estavam prontos, problemas com as chaves, etc), hora de tomar um banho e conhecer o lugar. Às 18h houve um encontro no jardim do hotel para confraternização entre os muitos participantes do Summit 2008. Em outras palavras: boca-livre! Várias ilhas gastronômicas temáticas (italiana, mexicana, canadense, etc) e bares servindo de tudo (de tudo mesmo!). Ótimo, já que eu estava me segurando somente com o café da manhã do avião. Várias contatos feitos e muita cerveja (e alguns Gin+Tônica) depois, fui ao bar do hotel com o Marcio e o Choffman, dormi no banheiro e fiquei na rua... Minha chave se recusava a abrir a porta externa do quarto.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

II

Busquei. Busquei como pude, o quanto pude. Inútil. Até que descobri, "o prazer é efêmero". "Humm, para pensar", supus. "A felicidade está em buscá-la". Uma sequência de pensamentos/clichês ululantes não permitiram naquele momento perceber que lógica seguir. Claro, não se pode confiar em nenhuma lógica, descobriria mais tarde.

E mesmo assim não cessou o desejo. E cada vez maior me levou pelo caminho da insanidade, quase por instinto, à porta do perdido. Reconheci as nuances do perfume dos sons dos sabores, mas com outras cores. E era diferente. Não melhor. Não pior. Mas dessa vez eu estava preparado. E quando os movimentos já pareciam mais adiantados, como num filme meu mundo quadro a quadro tornava-se mais vivo, minha trilha de gritos de euforia mais forte, entre lágrimas meus olhos viram a lua.

Soube então que sabia o caminho, que de qualquer lugar eu chegaria ao meu lugar e que o lugar não seria sempre o mesmo, mas sempre seria meu.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Fiz um doce e passei de novo na UFRGS

Ontem finalmente fiz minha matrícula na UFRGS, agora em uma nova ComGrad: Biologia! Cara, se alguém me dissesse há uns cinco anos que eu estudaria Biologia a resposta mínima seria uma sobrancelha direita arqueada. Veja só...

Seria isso um marco? O início de uma mudança? Uma nova fase da minha vida? Bom, artista global que não sou, dispenso tais rótulos, mas creio realmente na vinda de outras mudanças. Tudo aponta pro semestre que chega. Aliás, várias chegadas apontam para isso.

Melhor eu consultar a Morgana...