sábado, 1 de agosto de 2009

Foi um rio que passou em minha vida

Ok, na verdade foi um grande esgoto a céu aberto, praticamente um Arroio Dilúvio. E creia, levou a sujeira estagnada. O meu grande problema foi identificar o que é (ou era) realmente sujeira. Veja: O amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa nunca fez tanto sentido. Vai saber se o que te parece certo por anos é o que é ou apenas é o que queres que seja? Pois bem, a segunda possibilidade fez mais sentido para mim; e, me parece, foi assim também para o trouxa.

A sujeira, agora devidamente identificada, classificada, rotulada, catalogada e arquivada, parecia grudada. E de tão grudada, decidiu soltar-se; não porque não suportava sentir o vento soprar e não se deixar levar, mas porque sabia ser sujeira, estar grudada, equivocada e - oh! - sabia do brilho que ofuscava. Ah, sujeira altruísta que me emociona!

Enfim, ida a sujidade é possível enxergar o que estava por baixo. Pós-enxurrada. Irreconhecível. Claro, impossível estar totalmente limpo — sabe, quando se toma banho de esgoto sempre fica uma merdinha atrás da orelha. Mas nada que sessões, terapias, tradicionais, alternativas, não resolvam.

Vai em paz, sujeira! Vai cuidar da segurança das tuas filhas...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Feliz com Ubuntu Hardy Heron

Testei a nova versão do Ubuntu, o Janty Jackalope, e não gostei. Já havia comentado que parece inacabado, e cada vez mais descubro o porquê.

1. Compiz

Não exatamente um problema, mas falta de polimento. O Compiz vem com o módulo de integração com o GNOME desativado. Por quê? Sei lá, mas irrita ficar de cara sem os atalhos de teclado mais comuns pra mim: Alt+F1 e Alt+F2. Desnecessário.

2. Don't Zap

O atalho para reiniciar o GNOME, Crtl+Alt+Backspace, foi desativado. Um pouco irritante, principalmente pra quem usa alguns programas em tela cheia que simplesmente roubam o foco de teclado/mouse e te deixam sem controle. Dá para ativá-lo novamente, mas precisa instalar um programa ou alterar configurações diretamente no /etc/X11/xorg.conf - e isso está longe de ser prático.

3. Rede sem fio

O fato dos novos drivers abertos da minha placa de rede sem fio (Realtek RTL8187B) não funcionarem direito desde o Intrepid já me deixava descontente, principalmente pelo fato de eu não poder usar os drivers proprietários a partir dessa versão (já que só existem patches até o linux 2.6.24). Eles fingem que funcionam, conectando, informando qualidade de sinal, mas fico sem internet; só funciona se eu sentar ao lado do roteador. Inaceitável.

4. fglrx

Acabo de descobrir aqui que as versões atuais dos drivers proprietários da ATI (fglrx) são incompatíveis com a nova versão do Xserver 1.6, que vem com o Jaunty. Pior: a nova versão do fglrx, que será compatível com o Xserver 1.6, deixará de oferecer suporte a placas de vídeo antigas (anteriores a 2008), incluindo a minha placa, uma mera ATI Radeon Xpress 1200. Resumindo: perdi meus gráficos 3D! Perdi meus jogos 3D, minha proteção de tela, meu Compiz com desempenho decente, e a lista segue...

Por essas e outras sigo contente e feliz com meu Ubuntu Hardy Heron, com fglrx, com driver de rede sem fio decente. Sem as últimas versões dos meus programas preferidos via apt, é verdade, mas se posso instalar por fora do gerenciador de pacotes então assim o farei. Espero que esses problemas sejam resolvidos até a próxima versão LTS, a 10.04 (Lusty Llama?), mas duvido, pois o desenvolvimento dos drivers abertos para placas ATI ainda tem muito a percorrer.

Mas, ah, que faltam fazem abas no Nautilus...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Que livro você é?

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector, amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

O teste está aqui.

Minha ira com o Google Chrome

Realmente o Chrome é o cúmulo do minimalismo. Não tem nada. Eu implicava com a semelhança com o Safari, mas deixa. Se o Safari já é "lavado", com poucos recursos, o Chrome melhor nem comentar. Cheguei a achar que a diferença era o fato de o Safari ter leitor de feeds, mas isso é só um exemplo de vários imagináveis em alguns segundos.

Eu tentei gostar do Chrome, juro! Esse visual limpo dá a impressão de ele ser mais leve, dá uma vontade de sair navegando... mas, puta merda, logo se vê que não é leve cousa nenhuma. Nem podia, se cada aba é um processo separado! Fora isso, não vejo nenhum outro atrativo. Poxa, o Chrome nem indicador de progresso tem! E a barra de status é irritante! O mérito dos spywares tangencio, mas, porra, sem o corretor ortográfico eu não fico!

nota: essa postagem foi redigida usando o SRWare Iron.

sexta-feira, 13 de março de 2009

DP Reflect

Volta e meia leio os arquivos deste blogue. Volta e meia leio depoimentos do Orkut. Volta e meia leio mensagens antigas. Sempre num tom de nostalgia, relembrando. Sempre numa tentativa de reviver cada passo, cada momento, cada sensação, cada sentimento. O saldo sempre é positivo, mesmo nas situações em que a vontade de inserir uma pessoa no ponto de choque de dois trens-bala era o mais sutil dos sentimentos. Estou num bom momento; algumas dúvidas esclarecidas, alguns problemas resolvidos, alguns planos estabelecidos, algumas metas definidas. Satisfeito com o novo curso, satisfeito com as amizades cultivadas, com amores compartilhados, com cumplicidades vividas e pessoas que nunca esquecerei. Contente por conhecer-me melhor, por saber quem sou e por ser quem sou. Gosto de coisas que pessoas não entendem, faço coisas que pessoas não entendem, brinco com o que pessoas não entendem. Amo pessoas que não entendem. Amo pessoas que não me entendem. Amo, e agora realmente sei o que isso significa. Agreguei novos valores e aprendi a enxergar em vez de simplesmente ver. Aprendi a enxergar o que não gostava em mim. Ainda aprendo. Todo dia. Hoje sei que o que quero está cada vez mais longe, mas sei o que quero. E de tanto saber, eu choro. E se aprendi tanta coisa, conquistei tanta coisa, li, bebi, absorvi, verti tanta coisa, por quê? Por que isso aqui, sempre aqui?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

E por falar em nerds

Essa semana instalei mais uma cópia do Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex, dessa vez no note da vaca. Algumas semanas antes, no PC do Derbi. O pessoal aprovou; a primeira coisa que normalmente dizem é "nossa, lembra o Mac". Ok, admito, o Gnome padrão + AWN lembra mesmo. Mas em seguida acabam descobrindo que dá pra deixar como quiser. Adoram os gerenciadores de pacotes e saem usando sem problemas o ooo.

A vaca ficou um pouco frustrada - com toda razão - com os problemas com os drivers da interface de rede sem fio. Sei como é, passei por isso também. Tive que recorrer ao driver proprietário e acabei sem poder atualizar o linux porque o driver só compila com uma versão específica, a 2.6.24-19. Isso acabou me obrigando a manter o Hardy, que por sorte é LTS, uma versão com suporte prolongado. Espero que na próxima versão LTS os drivers abertos pra minha interface wifi já funcionem bem.

Fora isso, só elogios. Claro, eu virei consultor de GNU/Linux, mas até me divirto. No fundo eu queria mesmo era poder usar o OTR com mais gente... :-D

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Backing Frames

Janeiro tem sido um mês de experimentações gastronômicas muitíssimo bem-sucedidas. Após anos de muitas experiências frustrantes, finalmente tenho certeza de que minha vida de solteiro se encaminha pra onde eu gostaria.

Essa semana mesmo já fiz o meu recorrente Porco na Massa, O Festival de Omeletes e Batatas e há pouco me deliciei com um Bolo de Caneca feito com a receita do Comidinhas do Bem. Me saí bem, cara!

Porque nerds podem (e devem) cozinhar!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A importância da calcinha

gato puxando calcinha Aproveitando a retomada, escrevo então sobre um assunto pendente. Estou há tempos para escrever sobre isso. Não foi por falta de vontade, mas por não ter encontrado, até agora, a atenção merecida.

A história começa quando, há alguns anos, um choque envolvendo um aparelho auricular me enrubesceu por completo. Muito tempo e muitas garrafas de vinho depois, acabou tornando-se especial, e depois mais especial, e mais, até que não se podia distinguir a influência de um sobre o outro. E mesmo assim ainda havia uma certa resistência, que só eu sentia ou percebia. Não de todos: já tinha visto outras calcinhas e sem elas também. Mas sempre aquela pulga atrás da orelha, sempre aquele mosquito zunindo aqui dentro.

Até que um dia a ressaca nos uniu. E então eu vi, surpreso, um despudorado desfile de longa duração. E então, meu amigo, com calcinha e tudo, soube que não tinha mais volta, e que a intimidade atingira sua plenitude.

Retomando

Nossa, tô há horas sem escrever nada aqui e só vou adicionando cacarecos. Isso tá quase virando um MeAdiciona...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Whistler, dia 2

Com a frustração de não dormir pra correr e pegar de madrugada um ônibus que não poderia sair da cidade, voltei pro hotel e fiquei brincando com o Wii até a hora do café da manhã. Café estranho com gente esquisita, eu não tava legal, mas só iria descobrir isso no meio da sessão sobre o What's Up da Mozilla às 10h. A essa altura todos já comentavam assustados sobre o deslizamento de rochas que cobriu a estrada, perguntando-se se conseguiriam chegar ao aeroporto a tempo.

Após o café, durante a sessão das 10h, percebi que estava bastante sonolento quando caí de cara na mesa. Subi para o quarto pra descansar um pouco. Entenda por "descansar um pouco" cair feito pedra na cama e acordar umas três horas depois com barulho de helicópteros. Aí já era 13h, tinha perdido o almoço, continuava cansado e agora com fome. De qualquer forma resolvi assistir às sessões.

Em relação às sessões, o dia foi produtivo: Static Analisys, Malware Trends (muito boa, uma ampla discussão sobre as brechas de segurança abertas por plugins e possíveis soluções), L10N Build Process (devo adimitir que foi bastante útil pra mim, já que eu era bastante ignorante em relação a esse processo) e Snowl: messaging in the browser, que pra mim foi a sessão mais importante nesse Summit, já que junto com a sessão de Add-ons Management me abriu os olhos pra o que eu realmente gosto em relação às colaborações com o mundo Mozilla.

Após as sessões houve uma reunião para atualizar os participantes sobre o bloqueio da estrada e as medidas tomadas para que ninguém perca seus vôos. Aparentemente, teremos que fazer a volta em toda uma cadeia de montanhas para poder sair da cidade, levando mais ou menos oito horas de viagem para chegar em Vancouver, que fica a apenas 137 km daqui. Dali fui pro Moz Café, onde fiquei ouvindo música me atualizando sobre o mundo lá fora (como assim o Papa disse que sexo pode virar droga?), até que finalmente encontrei Marcio e Antônio, que haviam ido visitar uma cachoeira (linda, vi as fotos). Fiquei me enrolando no lounge e quando subi pra jantar, jantar não havia mais.