sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

... outras ilusões vêm

Eu, muito esperançoso (sabe-se lá por que motivo), mandei um e-mail muito gentil, alegre e oferecido de natal e ano novo e tal. "Boas festas", eu escrevi. "Te escrevo pra te desejar uma boa passagem de ano", eu escrevi. "Saudades de ti", também escrevi. E "um abraço muito forte no teu coração" foi a menos indireta das indiretas. Bom, não me perguntem o resultado. Tinha nomes de terceiros envolvidos...

*acabo de descobrir, em mais um teste, que a prostituta cinematográfica que eu sou é Iris, de Taxi Driver. É novinha mas não engana ninguém, diz o resultado. Então tá...

Mais um ano vai...

Cá estou eu escrevendo porque achei que a passagem do ano merecia uma homenagem especial, uma puta homenagem daquelas que todos se orgulhariam. Mas a criatividade foi vencida pelo tédio. E pelo desânimo também.

As festas de fim de ano sempre foram muito tradicionais aqui em casa. Era sempre o mesmo roteiro, fielmente seguido por todos (ou quase todos): no natal íamos pra Rio Grande passar a ceia da véspera na casa da minha tia Jurema e fazer um baita churrasco no dia 25 no Rio Grande Yacht Club, do qual o meu tio Mário é sócio-fundador. Ou seja, natal com a família do pai. No ano novo sempre fazíamos uma grande festa com a família da mãe, que ultimamente era uma festa em Tramandaí na casa da tia Ieda, com todo mundo reunido pro churrasco e a passagem na beira da praia. E eu sempre gostei assim!

Bom, esse ano meu avô e avó por parte de pai estão ambos doentes e preferiu-se não fazer uma grande festa como sempre no natal. Acabamos passando o natal aqui em casa em Santo Antônio mesmo, e foi muito legal, mas diferente do meu plano. E eis que hoje descobri que também não vamos passar o ano novo em Tramandaí. Pronto, acabaram com as minhas pseudotradições!

E, pra piorar, tenho que voltar pra UFRGS dia 3! É, não estou de férias, obrigado por perguntar.

sábado, 25 de dezembro de 2004

Nu artístico masculino
I will wade out till my thighs
Are steeped in burning flowers
I will take the sun in my mouth
And leap into the ripe air alive
With closed eyes
To dash against darkness
In the sleeping curves of my body
I shall enter fingers of smooth mastery
With chasteness of seagulls
Will I complete the mystery of my flesh

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Polo Norte, Número da Felicidade

Querido Papai Noel,

Sei que esse ano não fui um bom garoto como todos esperavam. Não tirei boas notas na faculdade, não ajudei ceguetas e velhinhas a atravessar a rua e nem fiz caridade para a igreja. Na verdade, tudo o que fiz foi festa, o ano inteiro. Fui vadio, vagabundo mesmo, vivi a boêmia, matei aula, matei prova, matei trabalho e quase matei gente. Sei que esse ano gastei o que podia e o que não podia com cerveja, vodka, rum, vermute... Bebi além da conta e tantas outras coisas mais e, por diversas vezes, fiz besteira; fiz merda mesmo. Sei de tudo isso, mas o senhor sabe que não foi por mal. Sabe, Papai Noel, eu descobri que as pessoas cobram tantas coisas da gente, esperam tanta coisa da gente, sonham tantas coisas por nós, que a gente acaba às vezes esquecendo de sonhar por si. A gente acaba esquecendo de si. E quando me dei conta disso, decidi que depois de tanto investir em mim, quase sempre pelos outros, eu poderia aproveitar agora o lucro disso tudo, e foi isso que fiz. Sem muita noção, é verdade, pois acho que limpei a conta gastei todo o lucro de uma vez; chutei o balde mesmo! Mas foi tão divertido!

Bom, escrevo isso tudo pro senhor lembrar de que não sou má pessoa. Escrevi pro senhor lembrar que eu também tenho direito a pedir o meu presente de natal. E não pense o senhor que vou pedir alguma coisa absurda como carro, fortuna e o escambau! Nem pense que vou pedir algo clichê, como a paz entre as nações ou o fim da fome ou da pobreza! Pensar que o senhor poderia me dar um desses presentes seria o mesmo que acreditar no tal coelho da Páscoa, e não sou tão tolo. Esse ano eu refleti muito sobre o que poderia pedir para o senhor. Sim, relfeti o ano todo, para que fosse algo plausível, algo mais prático. Só o que eu quero é que no ano que vem eu não tire notas baixas na faculdade. Eu quero que nenhum cegueta morra atropelado. E não quero mais gastar todo meu dinheiro com bebidas e tal.

Resumindo: explode a faculdade, mata os ceguetas e as velhinhas de fome e vê se baixa o preço das bebidas e coisinhas porque desse jeito não dá!

domingo, 19 de dezembro de 2004

Circuito bombeia!

Festa! Festa! Festa! Absolutamente confirmado: bom é o banheiro do Circuito! O resto é muito bom também, mas somente no banheiro do Circuito existe a possibilidade de se apresentar pra cada pessoa que entra inventando faculdades que se está cursando e discutir sobre isso com eles. Melhor ainda quando elas se oferecem pra tirar fotos! É, ter que ouvir sermões também... Ok, ossos do ofício.

O Nicos nasceu para, entre outros, comandar uma mesa de som, alguém já disse isso? Eu achei que ouvir Idioteque ao vivo enquanto me sacudia loucamente na pista seria pra mim o máximo, mas eu não sabia que o abraço coletivo (sensual?) estava por vir, ao som de Paranoid Android... Ah, sim, gritos e gemidos também.

Só faltou a Marcia Colar...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

Simplex II

Susto maldito do caralho. E não peço desculpas pela linguagem: susto maldito do caralho. Só susto, sim, mas desnecessário. E pior que eu não consigo parar de culpar quem não tem culpa, mas foi coincidência demais. Não interessa, essa eu não vejo nunca mais; se bem que isso já ia acontecer mesmo...

Me disseram que pode ter sido porque talvez eu tenha passado por um momento triste, ou de estresse. Talvez eu realmente tenha ficado "deprimido" - acho que não chega a tanto -, mas foi há mais tempo do que eu lembro. Estresse só lembro alguns dias depois da inexplicável tarde de outubro, numa noite em que eu, inocentemente evocando Nossa Senhora, recebi um telefonema realmente inoportuno; Títi tava lá pra ver. Mas faz tempo demais.

Por que raios mais isso agora? Mas eu reclamo demais! Podia ser bem pior...

terça-feira, 14 de dezembro de 2004

Tenho, e daí?

Ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, ciúme, maldito ciúme!

Pronto, não quero mais falar sobre isso...