quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Paranóico, eu?
Eu posso estar errado, mas acho que estou ficando louco, bem aos poucos. Como se acontece em longos estágios. Como se fosse normal, a certa altura da vida, que tudo se repetisse em ciclos. Como se fosse algo natural, mas que as pessoas desconhecem até começar e ninguém tem permissão de comentar sobre isso, pra manter a surpresa, sabe? Não é de hoje que sinto odores que só eu sinto. Agora acontece com sons, como sirenes de ambulância, portas batendo e sacolas de plástico que apenas eu escuto. Pior mesmo é quando escuto pessoas me chamando... Aí o computador tenta me enganar, jurando que eu já havia aberto o Windows e estava apenas hibernando, quando eu tenho certeza de que estava usando o Linux antes. Quando as luzes do meu apartamento se apagavam sozinhas eu sabia que era apenas mal-contato do interruptor e quando a porta fechava eu sabia que era o vento. Os ruídos durante a noite sempre foram do vizinho do apartamento de cima e mesmo quando o vaso deu descarga sozinho (e não foi no dia em que ele me deu oi) tinha mais gente lá pra testemunhar. Será que estou ficando paranóico? Será que o homem realmente pisou na lua? Será que eu vou morrer? Será que o taxista me deu o troco certo? Será que eu preciso revissar o que eu escrevio? Será que a derivada da velocidade é mesmo a aceleração? E será que a integral da distância é o Arquiteto da Matrix? Será que esse cursor piscando tá me encarando? Será que eu bebi cerveja demais?
domingo, 21 de agosto de 2005
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
Like a David Letterman generic

O exílio tem mudado. A pausa para reflexão mudou de forçada para espontânea. Não que esteja realmente precisando, mas acho que finalmente aprendi a fazer isso. Depois de duas semanas em mais uma incursão no grande leque de pérolas que tenho obrigação de conhecer, até tenho vontade de voltar mais vezes. Sabe aquilo do qual tu foi privado sem saber, e quando descobre sente que antes disso era a pessoa mais ignorante de todas? A madame eu sei que sabe, mas e os outros? Tu, que tá aí, lendo agora, já se viu aos prantos simplesmente por admirar algo que é tão autêntico, tão bom e cheio de qualidade que extasia pelo prazer da descoberta e da apreciação e ao mesmo tempo humilha porque joga na tua cara que tu ainda não fez nada assim? Sabe como é isso? A cidadela tem me proporcionado um pouco desse sentimento. Cá estou sobre o muro, descobrindo pra que lado vou, procurando qual caminho me permitirá fazer algo que me emocione também, porque desde que descobri que a lógica não é lógica e sim relativa eu não quero mais fazer parte dela.
Editado:
Alguém lá em cima me odeia
Toda manhã parece um parto
Quem sabe, depois de um tapa
Eu hoje vou matar essa charada
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